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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Passaram quase 9 meses... e decidi "parir" por aqui, de novo

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Passaram mais de 8 meses ( quase 9, o que me leva a fazer a inevitável analogia com uma nova "incubação" que me acabou por refazer também a mim, voltando diferente do que era) desde o meu último post. E um mundo se passou entretanto. Literalmente. 

 

Separei -me em Maio. Algo de que irei, agora, ao "retomar-nos", falar  muito mais a fundo  num texto com certeza bastante esperado, mas não hoje. Não me sinto ainda preparada para recomeçar a "abrir" assim e a partilhar algo que apesar de já não estar fresco, ainda é, obviamente delicado...

 

Decidi, no seguimento da separação, mudar de casa e passei, durante meses, pelo difícil processo da pesquisa, escolha, processos bancários, arrumações e adaptações, mudanças cansativas e obviamente, as adaptações e stresses familiares que tudo isso acarretou.

 

Depois de meses em busca do meu novo lar, decidi finalmente morar na Costa da Caparica. Não foi escolha fácil, andei tipo "barata tonta" a tentar perceber qual seria o meu spot, a minha nova terra ( e neste caso, o "meu novo mar"). A efetividade da coisa deu-se o mês passado. Mudança de margem e de estilo de vida completo. Mudança de horários e de prioridades. Mudança total de mindset.

 

Com a separação e o apego grande entre o Hugo e a Matilde Estrela, optámos por guarda partilhada... com tudo ( tanto logistica, como emocionalmente)  o que isso acarreta. O Afonso Luz também passou a permanecer muito mais tempo com o pai. Desde Junho que assim se acordou e apesar de eu ter momentos muito difíceis e ambiguos com essa decisão, também tenho tido a oprtunidade de ter um tempo diferente para mim, tanto para o trabalho nos seus horários estranhos, como para a vida pessoal e social ( algo que apesar de vos parecer quase impossível, pelas fotos dos eventos e sítios onde trabalho... quase não tinha).

 

As alfinetadelas da imprensa cor de rosa,  que aconteceram na sequência da minha separação e a situações desagradáveis que quiseram empolar. Triste com isso, mas já com golpe de cintura para aceitar sem grandes dramas.. mas não algumas pessoas à minha volta...

 

Profissionalmente, para além dos meus gigs como Dj... voltei a apresentar um programa na TV e apesar do horário "impróprio", deu-me um gozo tremento  este regresso e tem sido um enorme input para outros projetos, nessa área, que voltaram a aparecer. E que volteface gigante tem sido esse reencontro com as minhas raízes profissionais... Há coisas do arco da velha...

 

No seguimento dos meus estudos em desenvolvimento pessoal e coaching, criei um conceito de seminários, palestras, sessões de coaching... ui... um mundo ainda a começar,  chamado "Wonder Up". Fi-lo com uma amiga que conheci num destes mergulhos no conhecimento e consciência e fizémos, num curso de Programação Neurolinguistica. Sem grandes meios, dinheiro ou apoios, o primeiro grande evento, viu a luz do dia em Novembro., na cidade da Guarda. Um orgulho para nós.  Este ano, mais virão. Que  desafio, meu Deus... principalmente no meio de tudo o que vos descrevi em cima...

 

A minha irmã, partiu numa viagem pelo mundo. Durante 20 meses...A minha caçula foi cumprir o seu sonho. Eu.. feliz por ela, mas tão de coração nas mãos e tão já cheia de saudades ...

 

O desafio do relacionamento com o meu, agora ex-companheiro e pai da minha filha e com a sua família. Dias melhores e dias piores. Acredito que com o tempo tudo se alinhará, até porque o perdão e a consciência, mesmo que não fazendo parte dos outros, faz parte de mim. Mas transmiti-lo e fazer os outros entender, não é tarefa fácil e leva o seu tempo a encaixar tudo no sítio.

 

O "voltar ao mercado" das solteiras. Ui... e os encontros e desencontros que isso já me trouxe. Os enganos e os desenganos. As risadas também e se querem que vos diga, até o conhecimento de alguns clichés dos seres humanos dos quais não tinha necessidade de alvaliar ja há algum tempo. Tanta coisa que não me lembrava, desconhecia ou queria, inclusivamente, afastar de mim e que voltei a atrair e vivênciar. Dará pano para mangas, esta conversa...

 

Morreu o meu gato.. o meu doce e amedrontado felino ( agora entendo os seus receios... parecia que adivinhava o seu fim, nestes últimos tempos) ... meu Cravo, cumplice da sua Canela.. o pretinho cá de casa e foi uma história, que tal como algumas das outras que ao longo destes imensos meses deixou marcas tanto em mim, como nos Mendinhos...

 

O Blog.. sim o blog, que fui deixando "morrer" mas que todo o Santo dia, qual alma penada, não deixava de me "atormentar". Sempre foi o meu canto sagrado e tantas vezes pensei em voltar como deixa-lo cair.  Tants vivências já nele, tanta história minha e até vossa também por aqui, tantos anos disto ( foram 6 ineterruptos, já é muita fruta)... Mas as condições não me pareciam as ideiais para continuar. Queria mudar de nome , de grafismo, melhorar tanta coisa, profissionalizar à séria... queria... mas depois tanta coisa se ia metendo pelo meio que nunca o fiz. As condições não eram as ideiais, mas no fundo, se eu avaliar bem, nunca nada na minha vida teve as "tais" condições ideias e sempre me atirei a elas ( não teria tido filhos, não teria as profissões instáveis que tenho, nunca teria sequer comprado um carro ou uma casa, não me teria separado nem uma primeira, nem uma segunda vez, pelo medo do incerto).

 

Hoje volto.  Real e sem filtro. Acho que agora, ainda mais transparente. Volto com tanto para vos dizer. Com tanto acontecimento real e emocional para partilha.Volto, porque ainda acredito conseguir ajudar a quebrar tabús, estéreotipos e rótulos. Volto porque quero contar-vos como dar a volta às coisas, vivendo primeiro a tristeza e as dificuldades e depous transformando-as em vitórias e orgulho. Volto porque acredito que ainda me querem por cá... e porque, acreditem ou não, apesar de manter cá "por dentro" a mesma essência... mudei tanto a minha forma de pensar, estar e principalmente Ser, nestes últimos meses e tenho tanto para "pôr cá fora"... 

 

Perdi tanta coisa, estes meses, mas ganhei tantas coisas estes meses. Provavemente tinha mesmo que perder para ganhar. Da lei da reciclagem se faz a vida. E ao passar por ela na pele, é que percebemos a sua primeiro dolorosa, e depois libertadora necessidade.

 

 

 

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