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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

FILHOS PREMATUROS II

Ser mãe é a coisa mais extraordinária na vida de uma mulher. Ansiamos pela chegada do nosso rebento, preparamos todo o enxoval, fazemos cursos de preparação para o parto, lemos toda a bibliografia referente ao assunto e “voilá” eis que chega o nosso bebé mas NINGUÉM NOS FALOU EM BEBÉS PREMATUROS.

E agora como é que se lida com um bebé de 1.690 kg?


A Mariana nasceu no dia 3 de Julho de 1997. Estava previsto nascer em meados de Agosto.

De tão pequena que era cabia numa mão. A chupeta era quase tão grande quanto o seu pequeno rosto. As roupas tiveram que ser compradas, à pressa, no hospital das bonecas, as fraldas eram minúsculas e só se vendiam em sítios muito especiais.


"Socorro. Alguém que me ajude." Era o meu grito interior. Como é que eu vou lidar com esta situação?

Fiquei de rastos. O banho do bebé era um pânico. O mudar da fralda, o dar o biberão. Tudo parecia do outro mundo.
Depois, não nos podemos esquecer que quando parimos, temos sempre à nossa volta imensa gente “doutorada” na arte de criar filhos e que adora dar opiniões, muitas delas nunca foram mães.

Ainda nos sentimos pior porque estamos constantemente a receber atestados de incompetência na arte de ser MÃE. Foi preciso dizer BASTA. Agora quem manda sou eu.

Filho prematuro, desde que não tenha sequelas, é um bebé como outro qualquer.
A Mariana saiu do hospital ao fim de 11 dias, esteve 4 dias na incubadora, só por precaução, saiu com 1.750 kg. Não foi amamentada ao peito porque não tive subida de leite. Foi sempre alimentada com fórmulas de leite adaptadas. Comia de 3 em 3 horas, dormia muito bem.

No 1º mês de vida não saiu de casa, por forma  que criasse mais defesas. A Mariana nunca teve qualquer problema de saúde. Aumentou de peso, cresceu, começou a andar com 14 meses, recuperou o peso e o tamanho.

E eu, mãe de 1º filho, PREMATURO, aprendi a lição de que são as crianças que nos ensinam. 

A Mariana percebeu que eu estava extremamente ansiosa e foi ela que me acalmou, que me deu paz e que me transmitiu: “Mãe se eu estou aqui, por alguma razão é, nós duas vamos vencer”.


E aqui está a Mariana com 5 dias...
E aqui.. com 15 anos!



Por:  Maria João Rosado



Directora do colégio REI BEBÉ
Campo Grande, n.170-1ºdto.
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